O parlamento alemão aprovou, esta sexta-feira, a criação de bancos que vão absorver os activos tóxicos de outras entidades. Com esta medida, o governo de Angela Merkel pretende normalizar o fluxo de capitais entre os bancos que tem estado paralisado desde o início da crise.
O parlamento de Berlim aprovou um projecto de lei que autoriza os “bad banks”, bancos paralelos onde são depositados os chamados valores tóxicos, que continuam a impedir o bom funcionamento do negócio, inclusive interbancário.
Muitos bancos investiram forte em fundos que perderam muito valor desde o inicio da crise.
O Governo calcula que nos bancos alemães estão acumulados papéis tóxicos que ninguém quer num montante de 230 mil milhões de euros.
Esses fundos praticamente sem valor criam sérios problemas aos bancos porque obrigam-nos a reter elevadas somas como segurança que aumentam à medida que diminui o valor dos tais fundos tóxicos.
Isso impede o fluxo normal de capital interbancário que continua praticamente paralisado
e a concessão de credito às empresas.
Esta quinta-feira, o presidente do Banco Central Europeu pediu aos bancos que forcem a concessão de créditos apelando à responsabilidade dos institutos bancários face à economia real.
Os “bad banks” poderão ajudar uma vez que permitem praticamente limpar os balanços dos bancos, libertando-os dos tais valores tóxicos.