Os irmãos que desenvolveram o Magalhães, que se tornou na “paixão” de José Sócrates, admitem que a produção daqueles computadores possa chegar aos 12 mil por dia. Se os contratos justificarem mais investimento, a empresa admite ainda criar unidades no estrangeiro.
Os dois irmãos da JP Sá Couto, a empresa por trás do Magalhães, admitiram, esta terça-feira, em declarações ao programa Mais Cedo ou Mais Tarde da TSF, que pensam aumentar a produção diária dos portáteis (actualmente em cinco mil) para os 12 mil, bastando para tal acrescentar um novo turno de trabalho.
Depois de a empresa ter fechado o ano de 2008 com um volume de vendas de 165 milhões de euros, a JP Sá Couto espera conseguir facturar mil milhões de euros em 2012.
João Paulo Sá Couto admitiu que se os contratos justificarem mais investimento, depois de ser montada uma nova fábrica em Portugal, vão ser criadas unidades no estrangeiro, como por exemplo na Venezuela, onde a JP Sá Couto já tem uma «empresa mista».
«Vamos fazer alguma transferência de "know-how" para alguns países para eles depois continuarem com os projectos nos próximos anos», esclareceu.
Jorge Sá Couto admitiu que a empresa encara como «uma possibilidade» entrar na bolsa.