Começa hoje o primeiro período de candidaturas do Programa Porta 65 Fechada, associação criada com o objectivo de defender o acesso ao arrendamento jovem. O modelo sofreu alterações, mas ainda assim o porta-voz do movimento considera que o regime proposto pelo Governo continua a ser demasiado restritivo.
O Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana disponibiliza este ano 25 milhões de euros, mais 3 milhões que no ano passado, quantia destinada a comparticipar até metade do valor das rendas. Mas João Cleto, porta-voz do Porta 65, considera que por restrição do Governo às candidaturas, o dinheiro pode não vir a ser utilizado na totalidade.
«Se acontecer como no ano passado [o dinheiro] não vai ser todo distribuído, porque os jovens nem se conseguem candidatar». João Cleto diz também que «as regras para submeter a candidatura são muito apertadas».
A taxa de esforço do programa foi revista, mas ainda deixa de fora muitos jovens. O porta-voz do movimento adianta que «todos os jovens com rendimentos baixos são os que têm mais dificuldade», como jovens em situações precárias de recibos verdes.
João Cleto considera que o programa «é muito pior do que poderia ser, e com certeza não faz face às necessidades reais dos jovens». O Porta 65 considera necessário uma maior flexibilidade das regras de acesso para os jovens com mais dificuldades.