O primeiro-ministro recusou, esta quarta-feira, atirar «a toalha ao chão» na procura de uma solução para a Qimonda, garantindo que o Governo «mantém intactos todos os instrumentos legais para defender os seus interesses e o seu património».
José Sócrates foi questionado no debate quinzenal, no Parlamento, pelo líder do PCP, Jerónimo de Sousa, sobre a notícia hoje avançada pelo Jornal de Negócios, segundo a qual a Qimonda na Alemanha retirou cerca de 150 milhões de euros à filial de Vila de Conde, «à beira da declaração da insolvência».
«Levou para a Alemanha os lucros da Qimonda Portugal quando é preciso encontrar uma solução para os postos de trabalho», condenou Jerónimo de Sousa, que acrescentou que «se fala de um esforço financeiro do Estado na ordem dos 500 milhões de euros».
O secretário-geral do PCP quis saber que medidas pensa o Governo adoptar «para defender os interesses dos portugueses e dos trabalhadores na perspectiva da retoma da laboração da empresa e regresso desses dinheiros expatriados».
Na resposta, José Sócrates referiu que «o Governo esteve e está empenhado na procura de uma solução para a Qimonda», recordando os contactos com o governo regional da Saxónia e com o governo alemão.
«Eu não desisto da Qimonda nem atiro a toalha ao chão. Enquanto há vida há esperança. E lutarei por uma solução para a Qimonda que vise proteger a actividade económica naquele domínio, que é importante para Portugal e para a Europa», sublinhou o primeiro-ministro.