A Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) afirmou, esta terça-feira, que «não pode pactuar» com as afirmações do empresário João Paulo Tomás sobre o futuro da Qimonda, considerando que criam «falsas expectativas» aos trabalhadores.
A AICEP reagia assim, em comunicado, às declarações do empresário João Paulo Tomás que anunciou, esta terça-feira, que vai reunir-se com a comissão instaladora dos trabalhadores da Qimonda na quarta-feira para «explicar alguns detalhes em relação ao projecto» que tem para a empresa.
João Paulo Tomás está ligado à Apasolar, uma empresa alemã que produz painéis fotovoltaicos e que está interessada na criação de um consórcio luso-alemão para aquisição da fábrica de Vila do Conde.
A AICEP «não pode pactuar com a utilização deliberada do nome desta instituição em situações que criem falsas expectativas aos trabalhadores da Qimonda ou que possam interferir nos esforços de viabilização da empresa», lê-se no documento.
A Agência confirmou ter recebido na sexta-feira «um documento relativo a uma ideia de negócio a implementar na unidade fabril da Qimonda, em Vila do Conde», acrescentando que respondeu aos autores no mesmo dia.
Na resposta, referiu «expressamente a ausência de fundamentação de pressupostos, a incoerência da proposta face aos equipamentos existentes na unidade e à ausência de informação detalhada a nível financeiro».
A Agência informa ainda que continua «activamente a procurar soluções que permitam à empresa prosseguir a sua actividade, em colaboração com os gestores do processo de insolvência da Qimonda AG, na Alemanha, e da Qimonda Portugal».