O Sindicato dos Têxteis de Aveiro prometeu vigilância apertada à Jotex, uma fábrica de malhas em Espinho que vai estar parada durante 15 dias. A empresa garante que não deve salários às trabalhadoras e justificou a retirada das máquinas daquela unidade com uma reestruturação em curso.
A coordenadora do Sindicato dos Têxteis de Aveiro contou que, este sábado, durante um protesto de 60 funcionárias, uma trabalhadora falou com a subgerente da Jotex, que lhe comunicou que a empresa encontra-se em fase de reestruturação.
No entanto, Leonilde Capela considerou «muito estranho» e «insólito» que uma empresa que precisa de se reestruturar retire as máquinas da fábrica.
Nesse encontro, segundo a sindicalista, a subgerente da Jotex disse que não podia colocar «por escrito se os postos de trabalho estavam garantidos», como foi solicitado pelas trabalhadoras.
Entretanto, o Sindicato dos Têxteis de Aveiro reuniu com um representante da empresa para negociar a recolocação das máquinas na fábrica ainda este sábado.
No encontro foi ainda agendada uma reunião para segunda-feira, com o objectivo de ver «no concreto aquilo» que a Jotex pretende, acrescentou Leonilde Capela.
Entretanto, em declarações à TSF, Regina Tavares, da administração da Jotex, disse que os salários e os subsídios de Natal foram pagos sexta-feira na integra e mostrando-se indignada com o protesto das funcionárias.
Regina Tavares explicou que a empresa resolveu fechar a fábrica durante 15 dias, aproveitando «uma altura mais parada» para reestruturar a empresa e fazer algumas alterações no próprio espaço da unidade fabril.