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Trabalhadores do grupo Suberus iniciam greve contra salários em atraso

 
Cerca de 160 trabalhadores de duas corticeiras, a Subercor e a Vinocor, em Santa Maria da Feira, iniciaram, esta quarta feira, uma greve por tempo indeterminado em protesto contra os salários em atraso de Dezembro, assim como do subsídio de Natal, sendo que os trabalhadores já foram informados pela administração de que também não há dinheiro para pagar o mês de Janeiro.

 

 

Os cerca de 160 trabalhadores das corticeiras Subercor e Vinocor, de Mozelos, Santa Maria da Feira, iniciam, esta quarta-feira, uma greve por tempo indeterminado em defesa do pagamento de salários em atraso.

Estas empresas pertencem ao grupo Suberus, o segundo maior deste sector.

Segundo Arílio Martins, do Sindicato dos Corticeiros do Norte, o presidente das duas empresas do grupo Suberus, Henrique Martins da Silva, comunicou aos trabalhadores que não iria pagar nem o salário de Dezembro nem o Subsídio de Natal nem os salários futuros, incluindo já o de Janeiro.

Alírio Martins contesta o argumento da administração de que não há dinheiro para pagar salários, uma vez que ainda na semana passada saiu uma encomenda de 12 milhões de rolhas.

Além disso, os trabalhadores não deram conta de reduções de encomendas porque «têm trabalhado, não estão parados».

O Sindicato diz que as duas corticeiras em causa propuseram aos trabalhadores que suspendessem os contratos de trabalho por iniciativa própria, proposta esta que o sindicato contesta.


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