O primeiro-ministro, José Sócrates, considera que no próximo ano por causa da crise financeira internacional os portugueses vão deparar-se com um verdadeiro «Cabo das Tormentas», o que exigirá «rapidez de actuação» por parte do Governo.
A posição de José Sócrates foi assumida num seminário promovido pelo Diário Económico, subordinado ao tema «Como crescer em tempo de crise».
Na sua intervenção inicial, feita de improviso e que se prolongou por cerca de 50 minutos, José Sócrates vincou a ideia que, perante a actual crise internacional, «é preciso agir sem ortodoxia e sem ideias feitas».
«É preciso estar com a mente aberta para responder aos problemas e não para responder às necessidades da nossa ideologia. Precisamos de ter mente aberta e não ficarmos reféns da ideologia ou das respostas clássicas, porque problemas novos exigem respostas novas», sustentou ainda o primeiro-ministro.
Perante uma plateia maioritariamente constituída por empresários, José Sócrates considerou em seguida que se exige aos governos «respostas para amanhã e não para o médio prazo».
«Exige-se rapidez na acção. Provavelmente ninguém aqui estará interessado em saber o que acontecerá daqui a dois anos. E a verdade é que há boas razões para essa atitude, porque o Cabo das Tormentas, o momento mais difícil, vai ser justamente 2009», declarou.