Os parceiros sociais concordaram, esta segunda-feira, numa reunião onde discutiram com o Governo o plano anti-crise, aprovado no sábado em Conselho de Ministros Extraordinário, que é necessário clarificar e aumentar as medidas de apoio às empresas contidas nesse plano.
Na opinião do secretário-geral da CGTP, o Governo vai precisar de trabalhar mais ao nível da clarificação das medidas contidas no plano, para além de procurar novas soluções que visem resolver a crise actual.
«Há planos concretos que têm de ser desenvolvidos envolvendo actores económicos e sociais ao nível de regiões», ou seja, planos que «mobilizem não apenas os agentes da economia e do social, mas também as autarquias e um conjunto de outras entidades», com vista a conseguir um «equilíbrio», defendeu Carvalho da Silva.
Também o secretário-geral da UGT, João Proença, recebeu o plano do Governo com satisfação, mas considerou que ainda há muito a fazer para resolver a crise, como discutir as «políticas activas de emprego» e estender as «medidas que foram tomadas a nível sectorial», nomeadamente no sector automóvel, a outros «sectores de actividade».
Por seu lado, João Machado, da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), reconheceu o esforço do Governo em responder à crise, mas considerou que o trabalho ainda não está todo feito e manifestou preocupação com os prazos de acesso ao crédito.
«Sem crédito às empresas não há nenhuma maneira de tudo o resto funcionar. A grande questão aqui é saber se os bancos vão disponibilizar o dinheiro às empresas em 2009», frisou.
No final da reunião - que contou com o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, e que se prolongou por mais de três horas -, todos os parceiros sociais manifestaram preocupação com uma possível subida do nível de desemprego em Portugal.