O ministro da Economia anunciou, este sábado, que as respostas à crise no sector automóvel passarão por mais «flexibilidade» e por «apoios concretos», sobretudo financeiros, garantindo que o Governo começará a trabalhar segunda-feira em propostas específicas.
Depois de ter ouvido sexta-feira os produtores da indústria, Manuel Pinho esteve hoje reunido com a Associação de Fabricantes para Indústria Automóvel (AFIA), o Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA) e representantes dos oito maiores fabricantes nacionais de componentes.
Fazendo um balanço «muito positivo» do encontro, o ministro explicou aos jornalistas que «existe total sintonia e compreensão» entre todas as partes envolvidas e assegurou que, mesmo com a intervenção de Bruxelas, Portugal não deixará de tomar medidas para recuperar da «travagem brutal» da indústria, que se prevê estar a sofrer uma quebra de 30 a 40 por cento.
Sem adiantar medidas concretas, que deverão ser apresentadas dentro de «uma a duas semanas», Manuel Pinho afirmou que o Governo não esquecerá a protecção dos trabalhadores e seguirá duas linhas de actuação: «aumentar a flexibilidade, que é a chave para ultrapassar a crise» e apostar na formação e, por outro lado, atribuir «apoios concretos a problemas concretos».
O ministro assegurou ainda que as propostas a apresentar não representam soluções de apenas três ou quatro meses e que muitas delas não terão de ser aprovadas em Conselho de Ministros.
Na próxima semana, o responsável pela tutela da Economia espera voltar a reunir-se com produtores e fabricantes de componentes para automóveis.