Os sindicatos que representam os trabalhadores de terra da TAP e da GroundForce, que estiveram reunidos, esta quarta-feira, com o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, querem uma intervenção do Governo no processo negocial e admitem avançar com greves.
Os trabalhadores não andam tranquilos com as noticias que dão como certo o fecho de escalas, o que poderá provocar uma diminuição no movimento nos aeroportos portugueses, e por isso pediram a intervenção do Governo na política da empresa.
«O Estado tem de intervir porque é accionista na totalidade quer da TAP quer da Groudforce», disse à TSF José Simão, do SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos), alertando que o facto de o Governo não acautelar o investimento estatal poderá criar problemas aos trabalhadores, inclusive desemprego.
Na opinião de José Simão, que falava em nome de uma plataforma de cinco sindicatos, depois de ter estado reunido com Paulo Campos o Executivo está a ter uma atitude «defensiva».
O Secretário de Estado informou que o Governo «tem de evitar intervir» nas empresas, mas continua a procurar «sensibilizar as administrações».
«Deixamos alguns recados importantes que passam também por alguma iniquidade que se está a verificar de novo junto do pessoal da empresa», acrescentando, lembrando que os funcionários vão estar reunidos em plenário a 5 de Dezembro, altura em que poderão tomar algumas decisões, inclusive avançar para uma «greve» nos aeroportos nas vésperas do Natal e do Ano Novo.
Os trabalhadores fazem assim depender a realização de eventuais medidas de protesto das respostas da TAP e da GroundForce, quer para a questão das carreiras quer dos aumentos salariais.
A administração da TAP apresentou aos sindicatos, no mês passado, medidas para a reestruturação da empresa que passam pela extinção do pagamento nos três primeiros dias de doença, a suspensão da contagem do tempo profissional para a evolução na carreira e alterações ao horário de trabalho.