As duas principais associações que representam o sector automóvel aplaudiram as intenções do Governo que está a preparar um plano de intervenção alargado para aquele sector, mas criticaram as alterações previstas a nível fiscal.
O anúncio do Governo surgiu numa altura em que o sector enfrenta as consequências da crise internacional. No mês passado, as vendas caíram 7 por cento, em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo que, dificilmente as marcas vão conseguir cumprir os objectivos traçados para este ano.
Ouvido pela TSF, o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) sugeriu áreas de intervenção no sector, como os «apoios ao nível do investimento» para a indústria automóvel e, para a parte comercial, apoios às Pequenas e Médias Empresas PME, para além de incentivos fiscais.
Hélder Pedro destacou que o enquadramento fiscal do Orçamento de Estado proposto para 2009 «vem agravar a fiscalidade sobre o automóvel», considerando que esta altura, em que o mundo vive uma crise internacional, «não é a melhor» para fazer essa alteração.
Na opinião do presidente da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (Anecra), que representa empresas de comércio e reparação, o truque para salvar o sector passa por estimular o consumo.
«O Estado podia animar o sector automóvel reduzindo a carga fiscal», sugeriu António Ferreira Nunes, frisando que o Orçamento de Estado de 2009 «está a penalizar os carros a diesel e alguns a gasolina», para além de estar a «acabar com o programa de incentivo ao abate de veículos em fim de vida».
Para o representante da Anecra, que também falava em declarações à TSF, o Governo devia também criar flexibilidade de emprego.