O presidente brasileiro acusou, este domingo, os países ricos de terem feito ruir o sistema financeiro internacional como um castelo de cartas. Num encontro este fim-de-semana em São Paulo, o G20 financeiro defendeu uma acção coordenada para superar a actual crise.
Na abertura oficial deste encontro no Brasil, Lula da Silva frisou também que a crença cega na auto-regulação no mercado resultou na actual crise.
Na opinião do presidente do Brasil, os países que compõem o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão) não têm, neste momento, condições para conduzir sozinhos os rumos da economia.
Durante o encontro, os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 acordaram propor um órgão supervisor global, uma espécie de supervisor dos supervisores, para acompanhar os mercados financeiros globalizados e integrados.
A ideia foi apresentada pelo ministro das Finanças brasileiro, Guido Mantega, para quem a crise financeira começou nos países ricos, mas acabou por prejudicar os emergentes, como o Brasil.
Do encontro saíram ainda outras propostas para apresentar na cimeira de chefes de estado e de governo do G20, que se realiza no próximo sábado em Washington.
Para os representantes do G20, é urgente criar uma acção coordenada a nível mundial que evite o agravamento da recessão, com perdas de emprego e aumento de pobreza.
O G20, criado em 1999 na sequência da crise asiática e que representa 90 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, defende também a ampliação do G7 de forma a incluir economias em desenvolvimento, como Brasil, Rússia, Índia e China.