TSF


 

 

enviarimprimir

 

Famílias portuguesas recorrem cada vez mais ao crédito consolidado

 
O Banco Central Europeu toma, esta quinta-feira, uma decisão sobre as taxas de juro que segundo os analistas devem manter-se inalteradas. Para fazer frente às dificuldades de orçamento as famílias portuguesas têm recorrido, cada vez mais, ao crédito consolidado, segundo a Associação de Instituições de Crédito Especializado.

 

 

Os analistas consideram que o Banco Central Europeu não deve mexer no preço do dinheiro, já que a inflação na Zona Euro está acima dos 2 por cento, mas acreditam que vão ser dados sinais que apontem para uma descida das taxas de juro já no final deste ano ou então no início de 2009.

Nas últimas semanas, as taxas Euribor têm vindo a bater sucessivos recordes.

Para tornar a factura um pouco mais leve no final de cada mês as famílias portugueses têm recorrido, cada vez mais, ao crédito consolidado. Uma opção que permite juntar todas as dívidas ao banco num único crédito e dessa forma reduzir o valor total das prestações, mesmo que tenha que ser pago num prazo de tempo mais alargado.

António Meneses Rodrigues, presidente da Associação de Instituições de Crédito Especializado, refere esse aumento que considera normal face à situação económica do país.

«Numa conjuntura difícil, como é aquela que estamos a atravessar, onde as pessoas vêem os seus rendimentos reduzidos porque o custo de vida aumentou é normal que as pessoas numa situação mais apertada tenham necessidade de encontrar soluções», explica.

Natália Nunes, da DECO, avisa que o crédito consolidado tem algumas desvantagens, mas reconhece que pode aliviar o orçamento das famílias.

«Quando opta por transformar créditos de médio prazo, como um crédito automóvel ou os pessoais, em longo prazo diminui-se o valor das prestações. A desvantagem é o peso dos juros que vão ser mais significativos», salienta.

Natália Nunes explica ainda que esta alteração pode acarretar alguns custos, como «penalizações por liquidação antecipada dos créditos».

«Muitas vezes quando existe um crédito à habitação exige-se que seja feita uma nova avaliação do imóvel, há novas escrituras, portanto tudo isto são custos a ser suportados pelo consumidor», acrescenta.

A DECO adianta que não recebeu até agora qualquer reclamação relacionada com o recurso ao crédito consolidado, mas que tem sido confrontada com vários pedidos de esclarecimento.


 

 

Pub 


Patrocínio

Bolsa

ver mais

Futebol em directo

ver mais

Vídeos Liga

 

 ;

Blogues TSF

 

 

Tempo em Lisboa

 

Dados fornecidos pelo Weather Channel
Hoje
13º | –
Amanhã
11º | 17º
Terça
11º | 18º
ver mais

 


 
Controlinveste Media SGPS, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Contactos |  Webmaster