A Euronext Lisboa fechou, esta quarta-feira, em baixa com o PSI20 a cair 0,42 por cento, penalizado pelo sector energético e num dia em que a Europa esteve mista.
Numa sessão de razoável liquidez, trocaram de mãos 53,1 milhões de acções relativas a 190,1 milhões de euros.
O BES e a Brisa foram as empresas do PSI 20 que registaram os maiores ganhos, com valorizações de 5,2 e 3,5 por cento, respectivamente.
Do lado das quedas, a liderança pertenceu à EDP Renováveis e à Semapa, com recuos de 3,9 e 3,4 por cento.
A expectativa de aprovação, hoje durante a madrugada nos EUA, de um novo plano de ajuda ao sistema financeiro, animou as bolsas europeias, com o sector bancário em alta, mas os receios de uma aterragem mais forte do que o esperado das economias está a ensombrar a confiança dos investidores.
O petróleo caiu, com receios do abrandamento económico, e empresas como a Daimler e a Porsche penalizaram os índices europeus, depois de ter sido divulgado um relatório que previa uma queda das vendas de carros de luxo.
As variações nas praças europeias oscilaram entre a queda de 0,59 por cento de Frankfurt e a subida de 1,77 por cento de Madrid. O índice Euronext 100 valorizou 0,61 por cento, para 695,12 pontos, e o índice DJ Stoxx 50 avançou 0,73 por cento, para 2.654,39 pontos.
Na praça de Lisboa, o sector energético esteve a penalizar o PSI 20, com a EDP Renováveis a recuar 3,9 por cento, a EDP a descer 3,3 por cento e a Galp a desvalorizar 0,94 por cento.
Em dia sem novidades sobre o andamento destas empresas, a EDP Renováveis completou quatro dias de quedas e a sétima descida nas últimas oito sessões. Desde o início da semana já recuou 10 por cento, acompanhando o sector na Europa.
Na área da banca e apesar da alta do sector na Europa, só o BES fechou o dia em alta (mais 5,2 por cento). O BPI perdeu 0,69 por cento e o BCP recuou 0,78 por cento.
O banco de Ricardo Salgado registou o máximo do último mês e meio e transaccionou pouco mais de dois milhões de acções.