A AIG conseguiu escapar à falência, mas vai ficar praticamente nacionalizada. O banco central norte-americano anunciou que vai fazer um empréstimo que poderá chegar aos 85 mil milhões de dólares e vai receber uma participação de 79,9 por cento do capital do maior grupo de seguradoras dos Estados Unidos.
O conselho de administração da Reserva Federal norte-americana indicou que, nas circunstâncias actuais, o colapso da AIG poderia aumentar a fragilidade dos mercados financeiros, provocar um aumento substancial dos custos do crédito, uma redução da riqueza das famílias e um enfraquecimento «da performance económica» do país.
O Estado norte-americano vai receber uma participação de 79,9 por cento do capital da AIG, o que significa que a empresa vai passar a ser maioritariamente nacionalizada, e recebe o direito de vetar a distribuição de dividendos aos accionistas e detentores de títulos preferenciais.
O empréstimo será pago pela AIG graças ao produto da venda de activos e permitirá à seguradora «honrar as suas obrigações actuais e à medida que estas se apresentem».
O empréstimo vai facilitar a venda de forma ordenada de certas actividades do grupo, «perturbando o menos possível a economia global».