O ministro da Agricultura disse esta quinta-feira, em Bruxelas, que as principais preocupações com que Portugal partiu para as negociações da revisão intercalar da Política Agrícola Comum (PAC) foram atendidas. Jaime Silva destacou a «flexibilidade» na utilização dos apoios.
Jaime Silva afirmou que Portugal viu acauteladas as «duas preocupações» que levava para a reunião.
Um dos pontos estava relacionado com a intenção de manter os apoios aos pequenos agricultores, na medida em que 30.000 portugueses com apoios anuais abaixo de 250 euros corriam o risco de os perder .
Portugal pretendia também ter «margem de manobra» para recorrer a um pacote financeiro, que será de cerca de 50 milhões de euros por ano, para apoiar o sector leiteiro para a liberalização de 2015.
O ministro congratulou-se também com as cláusulas de revisão acordadas, para 2010 e 2012, para fazer o balanço da situação do processo de liberalização do sector do leite.
Jaime Silva falava após os 27 terem alcançado hoje um acordo sobre a revisão intercalar da PAC, depois de uma longa maratona negocial.
A última ronda negocial sobre a reforma intercalar da mais antiga política comunitária - que começou a ser discutida há mais de um ano, durante a presidência portuguesa da UE no segundo semestre de 2007 - teve início quarta-feira à tarde, prosseguindo ao longo da madrugada até ter sido alcançado um compromisso entre os 27 e a Comissão Europeia já durante a manhã de hoje.