Numa reacção à abertura de um inquérito, Carlos Queiroz considera que a sua imagem está a ser «vítima de uma tentativa de linchamento público».
Em declarações à RTP, na véspera de uma reunião da direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em que estará sobre a mesa o possível despedimento com justa causa do técnico de Portugal, Queiroz disse que o inquérito do Instituto do Desporto relativo aos incidentes no estágio na Covilhã «foi feito às escondidas» e está «alicerçado em procedimentos que não são correctos».
O processo refere-se às alegadas ofensas dirigidas pelo seleccionador português a uma brigada da comissão antidopagem que se apresentou no estágio da selecção.
«A coisa mais elementar da justiça é ouvir as duas partes», defendeu o técnico, lamentando «nunca» ter sido ouvido, algo que considera «chocante». «Bastava um telefonema e eu teria explicado tudo o que se passou», disse o técnico, que falava em Moçambique.
Se a Federação avançar para a rescisão com justa causa, Carlos Queiroz admite avançar para a FIFA, porque se isso acontecer sem ser ouvido mostra, na sua opinião, uma ingerência do Governo na FPF.
Entretanto, o gabinete do secretário de Estado da Juventude e do Desporto disse que Laurentino Dias está em Moçambique por causa dos jogos da CPLP e não vai prestar declarações sobre este assunto.