Os jogadores do Beira-Mar avançam para a rescisão colectiva se não receberem os dois meses de salários em atraso até 30 de Novembro. O presidente do Sindicato dos jogadores profissionais de futebol (SJPF), que se reúne esta terça-feira com o plantel para tentar encontrar uma solução, acredita na resolução do problema.
O presidente do SJPF mostrou-se «convencido» de que é possível «encontrar uma solução» até ao final do mês, acrescentando que, «naquilo que depender do sindicato, tudo será feito para evitar que sejam tomadas posições que venham de alguma forma a perturbar todo o conjunto da competição».
«Compreendo a resposta dos jogadores na medida em que também não têm da parte do clube e da autarquia uma garantia de que a situação vai ser resolvida», acrescentou Joaquim Evangelista.
Na opinião do sindicalista, «tem de haver disponibilidade da Liga e da federação dos clubes para este assunto», que todos os anos afecta alguns clubes.
Joaquim Evangelista apontou ainda a criação de uma linha de crédito bancária ou um fundo de garantia salarial como possíveis soluções para ajudar os clubes, numa altura em que a conjuntura económica é «difícil».