O guarda-redes internacional alemão Robert Henke, ex-guarda-redes do Benfica, que alinhava no Hannover 96, da primeria divisão alemã, morreu esta terça-feira aos 32 anos, deixando mulher e uma filha adoptiva de oito meses. A polícia alemã admite a hipotése do futebolista se ter suicidado.
«Tudo indica que se suicidou», disse um porta-voz da polícia de Hannover ao site Spiegel Online.
«Posso confirmar a triste notícia, mas de momento não posso dar pormenores», disse à mesma publicação Robert Neblung, amigo e agente do jogador, que alinhou no Benfica entre 1999 e 2002.
Enke morreu numa passagem de via férrea em Neustadtam Ruebenberge, na localidade de Eilvese, perto de Hannover, de acordo com o gabinete de imprensa da polícia de Hannover.
O presidente do clube da primeira divisão alemã mostrou-se muito comovido com esta situação, mas convicto de que a morte de Enke «não teve nada que ver com o futebol».
Devido a uma infecção bacterial, o antigo guarda-redes do Benfica esteve algum tempo afastado dos relvados, não participando nos jogos do seu clube nem sendo convocado para os últimos quatro encontros da selecção, depois de ter conquistado a titularidade.
Também não tinha sido chamado aos trabalhos da equipa nacional para os jopgos particulares com o Chile e a Costa do Marfim, a 14 e 18 de Novembro.
No entanto, o seleccionador Joachim Low tinha deixado claro que contava com ele para número um da baliza alemã no Mundial de 2010 na África do Sul.
Enke, internacional AA oito vezes, nasceu a 24 de Setembro de 1977, em Jena, na então República Democrática da Alemanha, e ao longo da sua carreira representou Carl Zeiss Jena, Borussia de Moenchengladbach, Benfica, FC Barcelona, Fenerbahçe, Tenerife e Hannover 96, no qual alinhava desde 2004.
Há três anos, Enke e sua mulher Teresa perderam a filha Lara, de dois anos, que tinha nascido com uma mal-formação cardíaca.
Entretanto, a Federação Alemã de Futebol publicou um comunicado em que manifesta o seu «profundo pesar» pela morte de Robert Enke, e o treinador Joachim Low e o director desportivo Oliver Bierhoff informaram os jogadores.
«Estamos todos muito chocados e sem palavras», disse Bierhoff à agência noticiosa alemã SID.
O governador da Baixa-Saxónia, Christian Wullf, mostrou-se também muito abalado com a notícia da morte de Enke.
«A Alemanha perdeu um atleta de excepção e uma pessoa sensível, que foi um exemplo para muitos, estamos de lutoe enviamos condolências à mulher à família, aos seus muitos amigos», disse Wullf num comunicado da chancleria do governo regional, em Hannover.
Na sua passagem pelo Benfica, entre 1999 e 2002, Henke deixou algumas memórias. Em declarações à TSF, Toni - que orientava a equipa nessa altura - destacou o que de melhor tinha o jogador: «Para além da excelente qualidade que tinha como guarda-redes, ele tinha um sentido humanista muito forte e uma personalidade e um carácter que o diferenciavam».